Reticências, ponto, parágrafo.

transferir.jpgSeria sempre mais fácil despaginar a história nem sempre bem contada, arrematada por vírgulas inconsequentes alinhavadas entre consoantes de toques suaves de beijos mal medidos. A paz com que nos encontrávamos começava sempre calma, descarrilando a dada altura para algo semelhante a uma anarquia descontrolada em dias de tempestade. Podia evitar-te? Sim, claro. Seria o melhor e mais sensato mas nem sempre possível. A verdade? É apenas uma. Anseio. Apenas isso. Anseio. Nada de nada mais do que isso. Será demais escondermo-nos entre parênteses, aspas que se mostram em demasia, um sublinhado desejo, carregado de mais e mais ondas de mar tocadas a vento libertando gotas de sal estonteantes a temperar um beijo irresistível. Despaginar. Entre a correção, apagar a borracha de tinta azul, ou em leve carvão, maldito dedilhar que me atormenta as pontas soltas de fios de linho sobre mim, a respiração cúmplice de margem reduzida. Sabe-se que o texto é curto. Intenso, mas curto. Passagens repetidas, lidas e relidas, e o encaixe dos olhares castanhos e verdes, perfeitos, suaves até os lábios se mastigarem em conjunto, repetiam-se sem descansos ou pausas. O conhecimento perfeito de prazeres pela leitura mútua, a dois, quanto entusiasmo nos recantos de uma biblioteca de silêncios. De folha em folha, de tecido em tecido, de fio a fim…  

 

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