Adeus aos tristes patos.

images-2.jpeg“Os Homens, são tão sábios quanto um bando de patos”. Não sei se li, se alguém escreveu, se é frase antiga ou dotada de alguma veracidade. De toda a forma coloquei-a entre aspas não vá um José António qualquer achar que estou a plagiá-lo. Numa semana de plágios, eleições autárquicas de frases engraçadas em cartazes feios, mais um bomba detonada desta vez em solo próprio em vez de ser em mar alheio. Nada de relevante fica por assinalar. Ainda existiu uma suave esperança, quando anunciaram o fim do mundo  para sábado 23, que inclusive me levou a adquirir umas cuecas azul bebé, novas em folha, não vá a gente entrar no novo mundo assim desprevenidos.

Como nada de nada se passou, usa-se o barómetro FB para aquilatar a pulsação das pessoas, escolhendo uma amostra de mil pessoas ao acaso. O resultado é tão decepcionante quanto seria de esperar. Cada vez mais. Vendem-se os piores jornais, sobe em flecha as idiotices do canal de vídeos online, contam-se histórias da carochinha da vizinha, arranjam-se mais um truque para engatar a amiga da amiga, aquela que tem os seios maiores lá da rua, e volta que não vira, tudo mais do mesmo, sem interesse, inteligência ou qualquer item que crie valor à sociedade. Não tarda cria-se o ponto de rebuçado ideal para chamarmos ao maior palerma que conhecemos de “querido líder”.

Pensar é algo que dá trabalho. Neste momento conheço pouquíssimas pessoas que têm como passatempo a arte de pensar um pouco antes de emitir um comunicado, antes de tomarem uma decisão. O tempo é proporcional à incapacidade de nos arredarmos dos vícios diários e sermos um último reduto da nossa criatividade e própria função. Deixámos pura e simplesmente de sermos algo mais para juntar um pedaço de sol, para sermos apenas um grão de areia num grande e seco deserto, onde não existe tempo para ler, para nos juntarmos, para sermos capazes de conversar sobre assuntos realmente importantes, de beber um chocolate quente. Não tarda sou apenas eu, espelho de mim, um mendigo sozinho a juntar migalhas que eu próprio apanho, que produzi com um único propósito de me alimentar a pouca alma que me resta…

 

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